O título já diz quase tudo e adianta nossa conversa. Considero impossível fugir da energia solar – limpa, renovável e acessível. Defendi o discurso em recente evento que tratou sobre a GD (geração distribuída) no Brasil, as energias renováveis são o novo mantra e trazem desafios. 

O conhecido dito popular sombra e água fresca, pode facilmente ser adaptado para sol e água fresca, de preferência, escaldante. As vantagens dessa fonte infindável que respeita o planeta já estão no imaginário comum e, junto dela, abre-se um guarda-chuva de oportunidades. 

O marco regulatório estabelecido em 2012 foi o ponto de partida, menos de uma década depois e com tecnologia aplicada, se mostra um agente transformador presente em veículos, ônibus e recentemente inova no primeiro carro elétrico ‘voador’. 

Os benefícios sociais, financeiros e ambientais são indiscutíveis, sem contar a redução de perdas no sistema de distribuição de energia, a substituição de fontes poluentes, alívio na utilização de reservatórios de água e uma alternativa sustentável para as regiões mais distantes do País que não tem acesso à energia. Um bem comum disponível a todos. 

Assim como outras novas tecnologias em diferentes segmentos, o Brasil normalmente demora a entender, aceitar, apoiar e estabelecer regras. 

Além disso, ainda temos a desinformação, os lobbies políticos e a insegurança jurídica que atrasam o desenvolvimento e fazem o país perder uma série de oportunidades, muitos paradigmas são criados exatamente pela falta de informação.

A China e a Europa são mercados exemplares na utilização da energia solar, que agora também está se integrando com a tecnologia de carros elétricos, cultura já impregnada no cotidiano. 

Os chineses projetam 25% do total de vendas em elétricos nos próximos anos até 2025, enquanto a Alemanha, proibiu a venda de veículos de combustão a partir de 2030 e o Reino Unido não venderá, a partir de 2035, carros movidos a diesel e gasolina. 

E para o Brasil, há luz no fim do túnel? Sim, mas é preciso movimentos rápidos para não ficarmos de fora. 

Considero imprescindível a revisão da legislação – o marco regulatório, maior velocidade dos órgãos certificadores na criação de normas de qualidade e segurança de produtos e serviços, e claro, não menos importante, a redução da carga tributária que freia toda a cadeia. Apesar dos agravantes da pandemia, o mercado deve continuar crescendo de maneira vigorosa. 

O sistema de geração de energia solar é um investimento fantástico seja no pagamento à vista, pois oferece retornos no investimento na ordem de 20 a 25% ao ano, ou financiado onde o cliente não precisa tirar dinheiro do bolso e pode pagar a parcela do financiamento com própria economia na conta de energia elétrica. Retorno muito atraente se comparado com qualquer investimento financeiro disponível no mercado.

Temos grandes desafios pela frente como a instabilidade no fornecimento de materiais e equipamentos importados, alto custo de frete internacional, variações do dólar e outros empecilhos, além disso, temos o dever de propagar informações e quebrar paradigmas como, por exemplo, “solar é só para ricos”. O segmento precisa da nossa contribuição, é um dos motores econômicos para sair da pandemia e todos se beneficiarão. A energia solar deve ser propagada e você, vai contribuir ou prefere ficar na sombra?

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