“A performance de um sistema não é somente ligar o módulo e começar a sua geração. Acreditamos que o desempenho de um projeto é algo muito mais amplo e complexo”. Essa é a análise de Júlio Tavernaro, diretor comercial da SPIN.

Durante participação no webinário Como o estrutural pode melhorar a performance do projeto FV, realizado pelo Canal Solar na última terça-feira (13), o especialista destacou pontos relevantes, como a importância de seguir todas as especificações de montagem dos equipamentos.

Tavernaro também comentou a importância de montar um sistema fotovoltaico considerando manutenções preventivas e corretivas. Além disso, destacou como um projeto adequado com produtos de qualidade pode reduzir o tempo de instalação.

“O fotovoltaico tem que vir para somar, trazer benefícios. É fundamental na escolha da estrutura que sejam avaliadas informações sobre o tipo de cobertura, localização e características de mercado. Estes dados fornecem uma visão clara da real necessidade do usuário, condição e capacidade do telhado, sendo possível dimensionar um sistema fotovoltaico adequado”, disse.

O executivo enfatizou ainda que as estruturas devem considerar três pontos principais, visando a otimização na instalação dos sistemas: atender as particularidades da cobertura; a resistência do telhado e a angulação do painel. 

“Dependendo do telhado, algumas ações, como a perfuração, por exemplo, devem ser evitadas, pois pode causar infiltração. O ponto de apoio sempre deve ser em cima da viga e nunca no telhado e após a instalação não devem ser feitas correções e sim adicionar mais módulos”, explicou Tavernaro.

Especificação de montagem

Ainda durante o webinário, o especialista ressaltou ser essencial tomar os devidos cuidados durante a instalação do sistema para que o equipamento e seus acessórios não percam a garantia ou sejam danificados. 

“Não adianta ter uma usina e deixar em cheque as garantias dos seus componentes. A estrutura corresponde entre 5% a 8% do sistema. Não justifica colocar em risco a garantia de um módulo, inversor ou qualquer outro equipamento que seja acoplado a ela”, apontou.

Redução no tempo de montagem

Ao longo do webinário, o diretor comercial da SPIN salientou a importância dos métodos de montagem, que constantemente são reavaliados e atualizados por tecnologias mais inovadoras visando uma instalação mais rápida e segura. 

“Nós da SPIN buscamos soluções e trabalhamos para constante melhoria, por exemplo, substituímos o parafuso cabeça martelo por sistemas de clicks de montagem”, relatou.

O sistema de travamento do clamp por atarraxamento é outra melhoria da empresa. “São utilizados parafusos de aço carbono com tratamento orgânico metálico e trilhos de alumínio. Trata-se de um produto composto por materiais de alta resistência, que não causam corrosão e não tem histórico de soltura do clamp, reduzindo significativamente a necessidade de manutenção”, destacou Tavernaro.

“O mercado civil criou o sistema de ancoragem para fachadas de prédios e nós da SPIN, após estudos, entendemos ser totalmente compatível com o mercado fotovoltaico evitando manutenções constantes de reaperto”, completou.

O executivo ainda disse que a equipe da SPIN realizou um trabalho multidisciplinar entre os fabricantes de parafuso e alumínio na busca por soluções mais práticas, seguras e eficientes sobre a dilatação e atritos de seus equipamentos, resultando assim em soluções de qualidade na busca da melhor performance do sistema instalado.

Método inovador

Um método inovador que a SPIN adotou, analisando perfis dos integradores, é o envio de uma caixa que serve como manual, auxiliando para um tempo de instalação mais rápido.

“O instalador vai receber uma caixa com saquinhos pré-determinados com parafusos para cada etapa de montagem da usina, as peças que fazem parte da mesma e as bases. Chegamos a conclusão que a maior parte das pessoas que compram o sistema não o montam. Portanto, pensando em tudo isso, formatamos kits iniciais e complementares para se montar módulos”, concluiu Tavernaro.

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