Sou um privilegiado e agradeço todos os dias por isso. Mas o que realmente me toca é como as questões chegam a mim e me levam a esta posição. 

Tive contato com um projeto chamado Amazônia 4.0 e fiquei maravilhado com a abrangência, os benefícios que vai gerar e, principalmente, por ganhar o privilégio de participar ativamente desta iniciativa.

Sabe aquela história de não dar o peixe, mas ensinar a pescar? O projeto é muito mais que isso. O Amazônia 4.0 vai levar o conhecimento necessário para que povos amazônicos possam agregar valor ao que produzem ou extraem da floresta e que, hoje, gera apenas uma fração do lucro que poderia gerar.

Explicando melhor, a partir de um exemplo prático: hoje uma comunidade das proximidades de Belém (PA) que produz cacau vende a semente do fruto para indústrias de grande ou médio portes para que elas beneficiem essa produção para a fabricação do chocolate. 

Imagine se as mesmas pessoas que plantam, cultivam e colhem o cacau pudessem vender esta produção parcialmente beneficiada – torrada e moída – por exemplo? O produto poderia ser vendido com uma margem de lucro bem maior.

Outro grande diferencial do Amazônia 4.0 é o uso da alta tecnologia neste processo. Mais um exemplo prático: imagine se aquele pequeno produtor de cacau tivesse acesso a um processo de moagem e torrefação em equipamentos altamente tecnológicos que permitem produzir um pó de cacau de qualidade superior, atendendo aos mais altos controles de qualidade? Margem de lucro maior ainda.

Porém, o maior diferencial do projeto, e um de seus pilares, é que não se trata apenas de qualificar a atividade extrativista, mas dar a capacidade de exercer essa atividade com a floresta em pé, sem desmatamento ou poluição, criando um grande ecossistema e inovação, sustentabilidade e geração de negócios.

Os idealizadores estão desenvolvendo um laboratório construído em módulos que pode ser deslocado e neste laboratório é demonstrado como uma bioindústria pode se desenvolver. Unidades como a que está sendo construída em São José dos Campos com apoio da Universidade do Vale do Paraíba podem ser levadas a áreas de difícil acesso e são baseadas em dois pontos essenciais: energia elétrica e conectividade.

A participação da Aldo no Amazônia 4.0, um privilégio já comentado acima, começa com a doação de um gerador solar fotovoltaico capaz de fornecer a energia necessária para o laboratório onde são realizadas as atividades de capacitação dos produtores no local onde vivem.

Para Ismael Nobre, um dos idealizadores e desenvolvedor do projeto, a participação da Aldo é muito mais que apenas uma doação: “A Aldo, na figura do CEO Aldo Pereira Teixeira, tem focado a atividade comercial que desenvolve há 40 anos na disseminação do uso da energia sustentável, a energia solar, que é totalmente vinculada à ecologia e à preservação de recursos. E é exatamente esse o objetivo do Amazônia 4.0: manter a floresta e permitir que as comunidades se desenvolvam sem destrui-la, utilizando a alta tecnologia”, disse.

“Algumas indústrias apoiam pela causa. A própria atividade da Aldo é ligada ao objetivo do trabalho. Quem sabe no futuro, após a capacitação que oferecemos, um grupo ou cooperativa não pensa em adquirir um gerador como o nosso para viabilizar um projeto próprio de bioindústria?”, pontua o professor e PhD reconhecido internacionalmente pelo envolvimento em questões de sustentabilidade principalmente ligadas à Amazônia brasileira”, acrescentou.

Saber que podemos ajudar uma comunidade situada em um local de difícil acesso a se desenvolver e a ‘caminhar com as próprias pernas’ é como fazer cada vez mais pessoas entenderem que energia limpa e barata pode ser conquistada. 

É, sim, um grande privilégio poder participar de um projeto como o Amazônia 4.0. Temos muito em comum, a começar pelo entendimento de que a inovação pode ser utilizada para manutenção sustentável de nossos recursos naturais para preservar o futuro da região amazônica.

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