mobilização em prol da votação do PL 5829 (Projeto de Lei n.º 5829/2019), que visa a criação de um Marco Legal para a GD (geração distribuída) no Brasil, está reunindo centenas de participantes, em Brasília (DF). O protesto foi organizado por profissionais, empreendedores, consumidores e entidades que representam o setor de energia solar.

Com os motes: “Brasil, diga sim à energia solar” e “Livre e bem distribuída”, o ato teve início com a concentração dos ônibus de diferentes estados no Hotel San Paul Plazo, por volta das 6h. De lá, os manifestantes seguiram em direção a Esplanada dos Ministérios, onde estão concentrados desde às 9h.

Com bandeiras, cartazes, balões e carros de som, os manifestante cobram dos deputados federais maior agilidade na votação do PL 5829. No gramado, os participantes estenderam painéis solares no formato de uma cruz, com o intuito de simbolizar que uma não eventual votação do texto significaria o fim da energia solar no país.

Osmar Balestri, empresário no ramo de energia solar, é um dos empresários que marcou presença no ato. Ao Canal Solar, ele conta que a criação do Marco Legal da GD é fundamental para continuidade do setor em que trabalha. “Nós do Paraná somos muito fortes no ramo de avicultura e sofremos com a alta do preço de energia cobrado pelas distribuidoras. Se o PL não for aprovado, a avicultura está fadada ao fracasso. Hoje, o produtor que produz cerca de 60 mil frangos paga por mês mais de R$ 7 mil só de energia”, disse ele.

A manifestação também conta com a participação de presidentes de associações que representam o setor, como Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica). “São milhares de empresas e pessoas que tem famílias e querem um Brasil melhor, com energia mais barata, limpa e com mais água nos reservatórios. É uma mobilização que pensa no futuro e que é contra o atraso do uso termelétricas e do monopólio das distribuidoras”, explicou. 

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