O MME (Ministério de Minas e Energia), o MRE (Ministério das Relações Exteriores) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) se reuniram, nesta terça-feira (8), com dirigentes de 45 grupos privados e associações empresariais brasileiras para apresentar as linhas de atuação do Brasil no Diálogo de Alto Nível da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Energia.

Aos empresários foram detalhados quais são os principais aspectos do exercício e como isso pode ajudar na abertura de oportunidades para grandes grupos nacionais, sejam eles produtores ou consumidores de energia. 

Os executivos também foram informados que as empresas podem apresentar pactos energéticos, na forma de compromissos voluntários de descarbonização ou de promoção de energias limpas.

O Diálogo de Alto Nível é a primeira reunião global de sobre energia organizada pela ONU desde a conferência sobre fontes novas e renováveis de energia, realizada em Nairóbi, em 1981. Segundo o MME, o Brasil possui papel de destaque na iniciativa, tendo sido indicado pela organização mundial como um dos “campeões globais” para o tema da transição energética.

Neste contexto, os países membros podem apresentar compromissos voluntários relacionados ao objetivo de assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia. Nas próximas semanas, o governo brasileiro deve apresentar dois pactos energéticos governamentais, centrados nos setores de biocombustíveis e de hidrogênio.  

Na próxima quinta (17), está prevista uma reunião informativa com o secretariado da ONU, aberta para representantes do setor privado nacional interessados em formatar pactos energéticos a serem apresentados no contexto do Diálogo de Alto Nível.

A intenção é conferir visibilidade para ações de ESG (Environmental, Social and Governance) em temas centrados em energia limpa e renovável. O diálogo ocorrerá ao longo de 2021 e deve culminar às vésperas da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, no próximo mês de setembro.

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