A diretoria da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) se reúne nesta terça-feira (29) para definir e divulgar qual será o valor do reajuste na cobrança extra de energia. 

Na última sexta-feira (25), a instituição anunciou que as contas de luz em julho irão continuar com a bandeira vermelha, no patamar 2, por causa da seca que atinge as bacias hidrográficas do SIN (Sistema Interligado Nacional).

De acordo com a Agência, o mês de julho iniciará com uma perspectiva hidrológica desfavorável, com os principais reservatórios em níveis consideravelmente baixos para essa época do ano – o que sinaliza um horizonte com “reduzida capacidade de produção hidrelétrica e elevada necessidade de acionamento de recursos termelétricos”.

A entidade destaca ainda que a conjuntura atual pressiona os custos relacionados ao risco hidrológico e o preço da energia no mercado de curto prazo, levando à necessidade de acionamento do patamar 2 da bandeira vermelha. Essas duas condições são as que determinam a cor da bandeira a ser acionada.

Segundo o (MME) Ministério de Minas e Energia, o país gastará mais de R$ 9 bilhões para gerar energia de janeiro a novembro deste ano em razão do acionamento extra das usinas termelétricas. Esse valor será repassado ao consumidor em 2022. 

Nos últimos dois meses, o valor adicional pago pelos brasileiros na conta de luz aumentou 364,8%, saltando de R$ 1,343 para R$ 6,243 para cada 100 kWh consumidos. (Saiba mais aqui). 

Bandeiras tarifárias

Criada pela ANEEL há seis anos, a bandeira tarifária é um sistema que aplica uma cobrança adicional nas contas de luz sempre que ocorre um aumento do custo da produção de energia no país. O objetivo é fazer com que o acréscimo pague o uso mais intenso das usinas termelétricas.

O funcionamento é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em razão das condições de geração. 

Com o acionamento da bandeira vermelha em seu maior patamar é importante reforçar aos consumidores ações relacionadas ao uso consciente e ao combate ao desperdício de energia”, informa a ANEEL.  

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