Comemorado nesta quarta-feira (28), o Dia do Agricultor tem motivos de sobra para festejar. O PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio brasileiro cresceu novamente em 2020, o que permitiu com que muitos produtores seguissem apostando no uso da energia solar para obtenção de melhores desempenhos em seus resultados, sejam eles no cultivo de suas lavouras ou na criação de cabeças de gado.

Segundo dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o setor rural já representa cerca de 13,2% da potência solar brasileira, com mais de 820 MW instalados. 

Trata-se de um número quase duas vezes maior do que na comparação com mesmo período do ano passado, quando o setor havia recém-atingido a marca de 440 MW de potência com energia fotovoltaica. Em 2019, esse índice era ainda menor: 133 MW.  

O aumento na procura por painéis solares entre produtores rurais faz sentido quando se analisa a demanda por eletricidade deste setor. São serviços como eletrificação de cercas, irrigação, resfriamento e aquecimento de água, bombeamento de água, maquinário, iluminação, além de atividades rotineiras como aparelhos domésticos, alarmes, ar-condicionado e portões eletrônicos.

Além de atender a demanda da fazenda, a energia solar também possibilita mais independência ao produtor rural que fica protegido das variações das tarifas energéticas, que acontecem tanto pelos frequentes aumentos na conta de luz quanto por períodos de crises hídricas.

A redução na conta de luz contribui, por exemplo, para o ganho de produtividade e eficiência, já que o produtor pode investir o valor economizado em energia no próprio negócio. É o caso do proprietário Enedi Zanchet, que tem um sítio com mais de 30 hectares na comunidade de São Luís, no município de Arvoredo (SC).

Formado em medicina veterinária, o empresário do campo conta com mais de 40 animais na ordenha que acontece três vezes ao dia e geram aproximadamente mil litros de leite. O trabalho feito de segunda a segunda necessita de bastante energia elétrica e o valor pago era algo que o incomodava.

Com a instalação do projeto fotovoltaico ele garante hoje uma economia mensal de mais de R$ 2,9 mil. “Se fizermos uma análise em um ano, teremos uma geração de 67.200 kW/h e economia de R$ 35.616,00, ou seja, um investimento que vale a pena e payback de aproximadamente quatro anos”, disse ele.

Financiamento

Cada vez mais, a energia solar vem recebendo novas linhas de financiamento junto aos bancos e cooperativas de crédito, com taxas muito atrativas e prazos de pagamento diferenciados.

Um exemplo disso é o Programa ABC (Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura), do Governo Federal, que oferece taxas de juros de 5,5% e 7% ao ano, carência de até oito anos e prazo máximo de pagamento de 12 anos.

Além dos programas federais, há também dezenas de parcerias realizadas com empresas privadas do setor. A fabricante de equipamentos fotovoltaicos Renovigi Energia Solar, por exemplo, começou a fornecer, neste ano, condições para aquisição de sistemas fotovoltaicos por meio da plataforma de negócios Broto, do BB Seguros.

A parceria conta com a oferta de créditos para obtenção de sistemas para pessoas físicas e jurídicas. Os produtos incluem itens como geradores on-grid e off-grid, inversores monofásicos e trifásicos, além de estruturas de fixação para telhado e solo.

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