“Atualmente, o mercado de energia solar depende fundamentalmente de linhas de financiamento. É uma tendência”. Esta é a análise de Joaquim Fernandes, diretor comercial da Aldo Solar.

De acordo com ele, cada dia mais as instituições financeiras estão oferecendo linhas de crédito destinadas à sustentabilidade. “São poucos clientes que conseguem desembolsar o dinheiro à vista. Geralmente tem um banco por trás da operação”.

Como é o caso do Santander Brasil, que captou R$ 780 milhões para financiar projetos solares. Os recursos serão direcionados ao crédito para a compra de sistemas fotovoltaicos por pessoas físicas e PMEs (pequenas e médias empresas).

O aporte foi obtido por meio da IFC (International Finance Corporation), que se uniu ao banco para apoiar o programa de financiamento em renováveis. 

“Nosso investimento no Santander promoverá a sustentabilidade e melhorará a disponibilidade de financiamento climático no país”, afirmou Carlos Leiria Pinto, gerente geral da IFC no Brasil.

“O impacto se dará tanto no benefício econômico, quanto pela tendência irreversível de busca por energia limpa, mitigando o impacto no meio ambiente”, avaliou André Novaes, diretor da Santander Financiamentos.

Na visão do executivo da Aldo, o setor fotovoltaico é carente de financiamento. “Então, quando vemos um aporte lá de fora, numa instituição como o Santander, enxergamos com bons olhos”.

De acordo com Fernandes, é possível ver ainda outros bancos expandindo as linhas de crédito, como o Banco do Brasil, BV e Solfácil. “Há também o Sicredi e Sicoob, mais regionais, e o BNDES, na linha destinada ao plantio, com muito empenho no fotovoltaico”.

No caso da Aldo Solar, por exemplo, o especialista disse que hoje 40% dos projetos solares são financiados. “Em relação aos outros 60% não é possível afirmar, mas a estimativa é que esses recursos também sejam financiados por outras instituições”.

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