A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) concluíram nesta quinta-feira (30) o Leilão de Energia Nova A-5. 

O destaque ficou por conta do aumento na contratação das fontes renováveis, como a solar. Foram arrematadas 20 novas usinas fotovoltaicas, totalizando 236,40 MW de potência e novos investimentos privados de mais de R$ 901 milhões até 2026. 

Em média, 47% da energia elétrica das plantas foi destinada às distribuidoras, no ACR (Ambiente de Contratação Regulado). O restante será vendido no ACL (Ambiente de Contratação Livre).

Leilão atrai R$ 3,067 bilhões

De acordo com a Agência, o certame atraiu investimentos da ordem de R$ 3,067 bilhões. Os recursos viabilizarão obras de 40 usinas, que somam 860,796 MW de potência. Além da fonte solar, foram negociados contratos de geração hídrica, eólica e de térmicas que utilizam como combustível biomassa e resíduos sólidos.

Este foi o terceiro leilão de energia nova organizado em 2021. O deságio médio das negociações foi de 17,48%. No lado comprador, cinco distribuidoras apresentaram demanda para adquirir a energia oferecida pelas usinas participantes: CELPA, CEMAR, CPFL Jaguari, CPFL Paulista e Light. 

Com os acordos firmados, elas serão abastecidas pelos empreendimentos contratados por até 25 anos, a depender do tipo de fonte. Segundo a ANEEL, uma vez que os contratos foram fechados por preço abaixo do valor nominal, a economia obtida foi de R$ 1.269 bilhão.

“Consideramos que o leilão foi muito bem-sucedido, haja vista a contratação de toda a demanda declarada pelas distribuidoras”, destacou André Patrus, gerente executivo da Secretaria Executiva de Leilões da ANEEL. 

“O cadastramento dos empreendimentos pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) mostrou o interesse dos empreendedores em participar do certame e o nível de competição. Essa oferta provavelmente se refletirá em boa competição e bons deságios também nos futuros leilões”, concluiu.

Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE,  avaliou o bom desempenho do certame. “Especificamente na contratação de térmicas, nós conseguimos um deságio de 25,68%, com a comercialização de energia de usinas a biomassa. O resultado vai ao encontro do nosso objetivo de modernizar o parque brasileiro e substituir plantas mais caras por empreendimentos mais baratos”.

Publicado Originalmente no Canal Solar em 2021-09-30 17:51:32