O plano do Governo Federal de renovar o atual parque de usinas térmicas de carvão mineral do país, uma fonte reconhecida como uma das mais poluentes da matriz elétrica, ficou mais difícil de ser concretizado.

No final desta semana, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), principal estatal de apoio e financiamento ao setor elétrico nacional, informou que só apoiará projetos que envolvam o uso de energias limpas e que não pretende colocar nenhum centavo em recursos poluentes.

A última usina a carvão que foi financiada pelo banco com recursos foi em 2015. Desde então, a entidade mudou a sua política de atuação e passou a fechar contratos apenas com projetos de geração hídricas, solares, eólicas, biomassa e a gás natural.

Uma reportagem publicada pelo Estadão revelou que o Governo Federal planejava investir cerca de R$ 20 bilhões nos próximos dez anos em usinas térmicas, que, além de poluentes, têm o custo de acionamento repassado diretamente para a conta de luz dos consumidores.

Sem o repasse do BNDES, a renovação ou ampliação do atual parque de usinas a carvão ficará mais difícil. Hoje, 100% dessa estrutura está limitada a sete usinas: uma no Paraná, duas no Rio Grande do Sul e quatro em Santa Catarina. Os empreendimentos somam juntos 1.572 MW de capacidade instalada.

Energia solar

Segundo dados da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), a energia solar já evitou a emissão de mais de 12,4 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera desde 2012.  Neste período, foram mais de R$ 56,4 bilhões em novos investimentos realizados e mais de 325 mil empregos acumulados em todas as cinco regiões brasileiras.

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Na primeira semana de outubro, a energia solar ultrapassou a marca de 7 GW de potência instalada no segmento de GD (geração distribuída), segundo dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Ao todo, o país possui mais de 631 mil sistemas solares conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental para mais de 791 mil unidades consumidoras. 

Os números da entidade mostram ainda que entre todas as classes de consumo, a que mais cresceu neste ano percentualmente foi a residencial, o que comprova uma maior popularização do sistema junto a sociedade. Dos 7,18 GW instalados no país no segmento de GD, mais de 40% é proveniente de casas e prédios residenciais (3 GW). 

Publicado Originalmente no Canal Solar em 2021-10-15 16:42:34