A UNIFEI (Universidade Federal de Itajubá), localizada no sul de Minas Gerais, foi selecionada pela GIZ (Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit – Agência Alemã de Cooperação Internacional), para receber € 5 milhões (cerca de R$ 30 milhões), para a construção de um Centro de Produção e Pesquisas em Hidrogênio Verde (CPPHV).

O anúncio foi dado pela universidade na última sexta-feira (29). “Com a construção do CPPHV, a UNIFEI se tornará uma universidade pioneira no desenvolvimento energético sustentável em âmbito global […]. A construção de um centro focado na produção e estudo das tecnologias envolvendo hidrogênio coloca a UNIFEI como referência mundial na área”, informou a universidade em comunicado à imprensa.

Com a potência instalada de 1 MW e previsão de término da construção no final de 2023, o Centro será abastecido exclusivamente por energia elétrica gerada de fontes renováveis.

Ainda de acordo com a UNIFEI, o CPPHV contará com diversos recursos de alto padrão, como eletrolisador, tanque de armazenamento e célula combustível para promover o desenvolvimento de pesquisas com parceiros da indústria e incubação de empresas, visando a disseminação do uso do hidrogênio.

“Essa iniciativa coaduna com os propósitos iniciais da fundação da nossa UNIFEI, em 1913, estabelecendo a sustentabilidade energética como sua veia principal. Trata-se de um capital intangível construído há mais de cem anos que não pode, de maneira alguma, ser desprezado. Esta é a marca da UNIFEI”, disse o professor Edson Bortoni, o reitor da UNIFEI.

Parcerias

O projeto da construção e desenvolvimento do Centro contou com diversas parcerias com organizações. De acordo com o professor voluntário Jamil Haddad, já existem diversas empresas interessadas em participar do projeto.

“Já contamos com o interesse demonstrado pela CEMIG em tratar de armazenamento de energia e peak shaving, e do Grupo Amaggi para o desenvolvimento de fertilizantes. Memorandos de entendimento foram firmados com a FIAT Stellantis para o emprego de aço verde, com os fabricantes de motores MWM e AVL para a conversão de combustíveis, além da mobilidade urbana com o uso de ônibus escolares movidos a hidrogênio com a Prefeitura de Itajubá”, destacou.

“Também foram realizadas reuniões com a Vale Energia para uso de hidrogênio verde em veículos off-road, trens e siderurgia. A ThyssenKrupp, encabeçada pelo nosso ex-aluno Paulo Alvarenga, irá contribuir significativamente com suporte tecnológico. Nesta lista, deve-se incluir as contribuições da MAHLE, PS Soluções, FAPEPE (Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão de Itajubá) e INOVAI (Associação Itajubense de Inovação e Empreendedorismo), dentre outros, não menos importantes”

“Naturalmente, todo pesquisador de nossa universidade é livre para trabalhar nos diversos ramos da ciência que particularmente achar interessante. Porém, se de alguma forma, alguma de suas pesquisas puder tangenciar a questão energética, sem dúvida, poderá lançar mão desse capital intangível para facilitar a obtenção de recursos e catapultar suas pesquisas”, completa o vice-Reitor da UNIFEI, professor Ancelotti.

Publicado Originalmente no Canal Solar em 2021-11-01 16:45:24